I Madeira NonStop

18 de Julho 2004

 

 

Após alguns anos de interregno, o Ludi Gim Aventura Clube voltou a organizar um evento que combinou vários desportos ditos de “aventura”, congregando pelas 10h00 do passado dia 18 de Julho, 26 pessoas dispostas a pagaiar, pedalar e orientar-se na frente mar e baixa do Funchal, vencendo deste modo alguns quilómetros de exercício ininterrupto.

         Eram treze as equipas que na calma manhã de domingo que se fazia sentir, tinham como desfio inicial vencer os 750 metros que separam o areal sobranceiro ao cais do Funchal, do pontão de betão que irrompe mar a dentro frente à ETAR da Avenida do Mar. No ir e vir proposto pela organização, os participantes acabariam por remar 3 km (2 voltas ao percurso) e porque nem todos eram especialistas, houve algumas equipas que demoraram a acertar o rumo.

         As explicitações iniciais não deixavam margens para dúvidas e o regulamento era cumprido à risca. Após pousarem os caiaques nos devidos lugares, rapidamente dirigiam-se para a zona de transição (Canoagem – BTT), que havia sido montada laboriosamente nessa mesma manhã, e partiam já afivelados e com a montada na mão até deixarem esta movimentada área.

O segmento de BTT apresentava um obstáculo extra – a areia. Com início no Cais da Cidade e continuando pela praia até à foz da Ribeira de Santa Luzia, a areia ditava as suas leis e para muitos esta foi uma prova de atletismo com a bicicleta na mão. Ao chegar à Avenida do Mar, o piso permitia acelerar o ritmo até contornar a ETAR, mantendo-se a velocidade constante até à acentuada descida que reencaminhava à praia. Aí, todos os sentidos direccionavam-se para o Cais e para o parceiro que revezaria por estafeta, o esforço que já se ia acumulando.

Cumpridas as duas voltas que faziam parte do itinerário de BTT, o cais era novamente o ponto de partida para e etapa final – a prova de orientação. O cansaço já era visível nas expressões dos destemidos participantes e a frescura física era agora o factor chave, pois a orientação implica uma boa oxigenação encefálica.

No início desta etapa as posições conquistadas nos percursos de Canoagem e BTT mantinham-se quase inalteradas, mas a orientação veio baralhar as contas.

Com a possibilidade de escolher diferentes estratégias, a prova final de orientação animou a disputa dos primeiros lugares, alterando as posições de uma forma significativa em relação à ordem de partida. Os treze pontos de passagem distribuídos pela baixa da cidade podiam ser controlados de forma aleatória e deram a azo a várias opções.

O final desta aventura, que desafiou não só participantes mas também a organização, tinha o seu palco montado no ponto de partida (Cais do Funchal). Embora os físicos possam dizer que o deslocamento foi zero (pois o ponto de partida foi o mesmo que o ponto de chegada), esta é certamente a única grandeza que se ficou pelo nulo neste evento. A satisfação era notória e os prémios (alguns em melhor estado que outros), foram mais que merecidos.

Todos estão de parabéns e é de louvar a atitude de alguns caloiros nestas lides, que longe de terem feito uma brilhante prova, logo se mostraram prontos para eventos semelhantes, aderindo incondicionalmente ao espírito que se quer ver perpetuado – antes da competição está o gosto pela prática desportiva!!

Uma palavra especial de apreço a todos quantos colaboraram na organização deste evento, não só aos patrocinadores, mas também e em especial, ao “staff” que despendeu tempo e energia quanto baste, ao longo de toda esta caminhada.

A todos o nosso muito obrigado...

 

Esperemos que este projecto não fique por aqui…