Santana - S. Jorge - Santana

08 Fevereiro 2004

Domingo, 8 de Fevereiro de 2004, 08H30 (e mais alguns minutos - o atraso não é muito e até há quem se surpreenda pela pontualidade…) um grupo de entusiastas de passeios a pé parte rumo a Santana.

O percurso é feito em silêncio (ainda não estávamos bem acordados) e quase sempre acompanhados por um forte cheiro a fumo resultante dos incêndios ocorridos no concelho nos dias anteriores.

A Quinta do Furão foi o ponto de partida para um belo passeio que se previa muito soft. Para alguns a esperança de tomar o cafezinho para acordar desvaneceu-se logo aqui…

Sempre num ritmo muito calmo e acompanhados por um fiel amigo, a descida para o leito da Ribeira de São Jorge fez-se num ápice e quando demos por nós uns simpáticos patos eram a grande atracção!

Por entre conversas banais e fotografias da praxe, o passeio continuou até ao cais de São Jorge onde um “indígena” foi motivo de admiração e boa disposição.

Se o bom tempo convidava a passear, convidava também ao mergulho, mas mesmo assim não houve nenhum corajoso decidido a experimentar a temperatura da água. Se houve arrependimentos não foram confessados…

A subida para São Jorge fez-se calmamente. Passamos pelo Farol de São Jorge e atingimos o miradouro da Vigia pelas 13H, onde alimentamos o corpo e descansamos a alma.

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O objectivo estava cumprido mas soube a pouco…

O gosto por andar a pé estava no auge e traçou-se percursos (que não vêm em nenhum guia) por trilhos e veredas atravessando o casario de São Jorge.

Continuando a bom ritmo e com boa disposição, apreciávamos os campos de cultivo e algumas árvores de frutos bem saborosos… e descemos até à Ribeira de São Jorge!

Aqui houve quem preferisse o conforto de uma boleia automóvel pois a subida até à Achada da Cruz não se afigurava muito fácil!

Chegamos ao ponto de partida 6 horas depois, nada arrependidos de ter trocado o conforto do sofá por um belo passeio e pelo contacto com a natureza!

Elisabete Alves