VIII Raid Madeira Lés a Lés

21, 22 e 23 Setembro de 2007

O Clube Aventura da Madeira realizou nos dias 21, 22 e 23 de Setembro, a oitava edição do Raid Madeira Lés a Lés, uma actividade de marcha que levou uma dezena de aventureiros a percorrer cerca de 100 km, em três dias.

Logo pela manhã do dia 21, Sexta-feira, os participantes concentraram-se no Funchal, junto ao Palácio da Justiça, de onde partiu o transporte pelas 7h30, rumo ao Farol da Ponta do Pargo, na extremidade Oeste da Ilha. Mesmo junto à falésia, abaixo do farol foi iniciada a marcha, cerca das 9h00. Foram três horas por caminhos, levada e veredas até chegar à Fonte do Bispo. Breve paragem até retomar a caminhada em direcção à Câmara de carga da Central Hidroeléctrica da Calheta, onde a opção foi seguir a levada que bordeja o Paul até à descida para as Rabaças, para seguir a levada até à Encumeada. Três Túneis, o maior dos quais com 1900 metros foram os maiores obstáculos. A paisagem sobre o vale da Ponta do Sol, os vestígios da Floresta natural da Madeira existentes ao longo da levada das Rabaças e a grandiosidade do vale Serra de Água na parte final motivaram os participantes para vencer esta dura etapa, com nove horas de marcha. À espera dos participantes, no Chão dos Louros, mais uma tarefa, a montagem das tendas para a pernoita, antes de um jantar retemperador, constituído por uma sopa de legumes e uma massa.

O clima ajudou, o céu mais ou menos encoberto foi favorável à caminhada, durante todo o dia.

Depois de uma noite de descanso, a manhã Sábado prometia um dia de Sol. A segunda etapa, a mais curta mas mais desnivelada antevia algumas dificuldades para os menos preparados, o que não veio acontecer, uma baixa do cansaço acumulado no dia anterior engrossou a equipa da logística, os restantes partiram e cerca das 9h30 da Encumeada, bordejaram a cordilheira central até ao Pico do Ruivo, alguns não perderam oportunidade para visitar o ponto mais alto da ilha, com 1862 metros de altitude. Mais uns degraus a subir e descer e a chegada ao Pico do Areeiro era o final da parte mais difícil da travessia, depois foi só descer até ao Chão do Areeiro para o merecido descanso e reabastecimento. Mais uma dose de sopa e uma apetitosa espetada com batatas e salada. Um excelente tónico, para uma noite bem descansada a 1600 metros de altitude, antes dos 40 km finais.

Durante este dia, o tempo esteve com sol radiante nos picos mais altos, com um espesso tecto de nuvens abaixo dos 1700 metros.

No Domingo, o nascer do Sol coincidiu com a alvorada, estávamos acima de um espesso tecto de nuvens, que nos protegeu ao longo de todo o dia a altitudes mais baixas. A última etapa é quase sempre a descer, mas é a mais longa e partir cedo poupa correrias no final. Às 8h30 o grupo fez-se ao caminho. Poiso, Pico do Suna, depois Portela, Funduras, Boca do Risco, Pico do Facho e Ribeira do Natal foram os pontos de passagem até à Vila do Caniçal, ainda em festa, com um arraial montado. Daqui até à Baia d´Abra foram mais uns passos, alguns com os pés algo maçados, outros um pouco cambaleantes, mas todos com confiança para terminar mais este Raid, a primeira travessia integral da Ilha da Madeira divulgada para caminheiros, que teve a sua primeira edição no ano 2000.

No final, a foto da praxe, com os resistentes em frente à Baia d´Abra, na Ponta de São Lourenço, a extremidade Este da Ilha. Para o ano há mais!