Expedição Alpes 2009 – Clube Aventura da Madeira

8 a 22 de Setembro de 2009

O Clube Aventura da Madeira realizou mais uma expedição fora da ilha, reunindo quatro montanhistas madeirenses numa aventura nos Alpes de três países: França, Itália e Suíça.

Isabel Fagundes, João Nunes, António Ferro e Gonçalo Silva juntaram-se em mais uma iniciativa do Clube Aventura da Madeira, que envolveu a prática de Alpinismo, Marcha de Montanha, Escalada em Rocha e Vias Ferrata.

A base da expedição foi em Chamonix, a capital do alpinismo europeu, ponto de partida para os diversos desafios colocados ao grupo. Depois do planeamento da expedição, o acondicionamento do material, a viagem, a compra do equipamento em falta à chegada a Chamonix, o grupo viajou para Itália, rumo ao Parque Nacional do Grand Paradiso, onde se situa o glaciar e a montanha com o mesmo nome. Depois de uma noite no refúgio com chuva abundante, a melhoria das condições climatéricas pela madrugada, permitiram alcançar o cume do Grand Paradiso, a 4061 metros de altitude, após 5 horas de caminhada por trilhos e cascalheiras, progressão sobre neve e gelo, transposição de uma via ferrata em terreno misto de rocha e gelo, e escalada em gelo e rocha. Para escalar esta montanha, o grupo subiu no acesso ao refúgio cerca de 780 metros desnível em 1h45min, e depois mais 1326 metros de desnível em 5h30min, para alcançar o cume. No regresso, todo o desnível foi feito de uma só vez, foram 2106 metros sempre a descer até ao transporte de volta a Chamonix.

Após um merecido dia de descanso, o grupo voltou à acção com a realização de uma Marcha de Montanha ao Lac Blanc, na vertente direita do vale de Chamonix, que acabou com a realização de algumas vias de escalada desportiva nas paredes “Les Gaillands”.

Nos três dias seguintes, foram efectuadas três vias ferrata, em três locais diferentes da Haute Savoie, a primeira a Yves Pollet Villard, em La Clusaz, a segunda em Passy, a Ferrata de Currala e no dia seguinte, a Le Grand Bornand, a via ferrata de La Tour du Jallouvre, no colo de Aravis. Todas colocaram à prova a destreza, coragem e resistência dos aventureiros, com passagens horizontais, trajectos verticais e as impressionantes pontes, com as mais diversas construções. A existência de um cabo-de-aço ao longo de todo o trajecto e a existência de equipamento em ferro (degraus e apoios para as mãos) para ajudar na progressão, fazem das vias ferrata uma atractiva e vertiginosa oferta turística ao alcance de muitas pessoas.

De volta às montanhas mais altas, o programa para o nono dia de expedição levou o grupo numa viagem a dois locais mais turísticos de Chamonix, o Mer de Glace e a Aiguille du Midi. A viagem começou no comboio de cremalheira até Montenvers, depois uma visita às grutas escavadas no glaciar, ao que se seguiu uma caminhada até ao Plain de l´Aiguille ( 2317 m) para apanhar o teleférico até à Aiguille du Midi (3842m), terminando novamente em Chamonix, numa descida vertiginosa até aos 1000 metros de altitude.

A Suíça sucedeu-se no plano da expedição, que rumou a Zermat para tentar mais uma montanha de 4000 metros. As condições climatéricas não ajudaram, mesmo assim, foi possível alcançar o cume do Breithorn, a 4164 metros de altitude, com partida sensivelmente a 3840 metros, na estação final do teleférico Matterhorn Glacier Paradise, em condições algo difíceis, com vento forte, temperaturas negativas e queda de neve, que tornaram esta montanha acessível, numa experiência exigente. Com o tempo a piorar, o grupo regressou a Chamonix para um último dia de turismo, onde uma visita à Gorge de Diosaz foi o maior desafio. Um passadiço em madeira serpenteia as margens de um curso de água encaixado, numa exploração possível a muitas idades.

Após as compras das lembranças e a difícil tarefa de arrumar material a mais comprado em Chamonix, seguiu-se a última parte da expedição, a viagem de regresso a ilha, com viagens de carro, ligações aéreas, e por fim, a expectativa de tudo correr bem com as bagagens, com conteúdo muito importante para assegurar a próxima aventura.